Biscoitos abrem as portas, pães e bolos disparam e exportações do setor sobem quase 13% em 2019

É o efeito ‘rosquinha de coco’: como as fábricas de biscoito brasileiras oferecem sabores diferenciados. Ingredientes com qualidade e escala de produção, os importadores começam pelo item, para depois selecionar mais alimentos no cardápio internacional.

US$ 19 milhões ou 24 toneladas. Essa foi à diferença na carga dos containers que saíram do Brasil em 2018 com massas, bolos, pães e Biscoitos, para 2019. A alta foi puxada pelos pães e bolos, que subiram a galope: 44% em valor de exportação. Das 103 milhões de toneladas exportadas por todo o setor em 2019 do custo de US$ 170 milhões, os pães e bolos representaram 37% do volume.

O Brasil se consolidou em 2019 como o 4º maior fabricante de massas secas e biscoitos do mundo, além de ser o 9º maior fabricante de pães e o 14º pais que mais fabrica bolos Industrializados. Os dados fazem parte de um recorte feito pela ABIMAPI sobre dadas da Euromonitor Internacional, que faz esse tipo de levantamento. Assim. os dados posicionam o Brasil na vanguarda global do setor.

“É o produto que nos coloca em mais destinos. O biscoito facilita o acesso ao mercado do setor. Ele abre as portas porque nós somos competitivos, temos qualidade, as empresas conseguem apresentar”, diz Rodrigo Iglesias.

Com um mercado interno robusto.

o Brasil ainda tem fábricas de alta capacidade, que acabam se moldando facilmente a necessidade dos importadores que precisam de escala. Mas não é só isso, o destaque do Brasil tem forma e sabor chocolate. morango, baunilha, maracujá, abacaxi, amendoim, doce de leite, goiaba e coco. Com uma riqueza única de ingredientes naturais, alguns alimentos brasileiros ganharam o mundo, é um deles, em especial, funcionou come chave mestra, abrindo a porta para outros itens: o biscoito.

“É o produto que nos coloca em mais destinos. O biscoito facilita o acesso aos mercados externos do setor. Ele abre as portas porque nós somos competitivos, temos qualidade e as empresas conseguem se apresentar”, explica Rodrigo Iglesias, diretor Internacional da ABIMAPI.

“Aquele comprador interacional que se senta na frente da nossa empresa, vai também no estande da Turquia, vai no da Índia e nos demais competidores que temos no exterior. E ele quer o melhor. Mas o melhor significa o que, preço? Nem sempre. Então muitas vezes é à equação do preço versus a qualidade dada a demanda do consumidor daquele país”, completa Rodrigo Iglesias.

Para reforçar essa rede de relacionamentos, a ABIMAPI ainda instalou em 2019 estandes de 100 m2 em eventos como a Expoalimentaria. no Peru – Considerada a feira de alimentos mais importantes cia América Andina – e nos corredores do maior encontro de marcas próprias dos Estados Unidos organizado pela Private Label Manufacturers Association (PLMA), em Chicago.

No caso de pães e bolos, que puxaram a alta, o Peru se manteve como segundo maior importador de produtos brasileiros. atrás apenas dos Estados Unidos, que tem uma população dez vezes maior. Em valores absolutos, as exportações subiram 41%. Destaque para o panetone, que é consumido no país vizinho a partir do meio do ano, em festividades tradicionais. Foi de lá que a ABIMAPI trouxe para o Brasil o empresário Carlos Alfonso Cedron Delaude. diretor gerente geral da CCD Representaciones, que participou de rodadas de negócio com empresas brasileiras do setor em junho de 2019, e acabou contribuindo para a boa estatística.

“A experiência que eu tive foi excelente. Não só por me dar oportunidade para ir a esse país tão lindo que é o Brasil, mas também por poder ter contato com empresas da ABIMAPI que estou representando no mercado peruano. […] Para mim, a experiência nessa rodada de negócios foi muito importante e estou disposto a me dedicar para trazer produtos do Brasil para o mercado peruano”, contou ele ao Anuário ABIMAPI.

Em 2019, as fábricas de alimentos atreladas à ABIMAPI seguiram concentradas no Estado de São Paulo. Justamente por isso, saiu de empresas paulistas mais de 60% do volume de exportações no setor, o que foi equivalente a 66.5% do valor dos negócios com estrangeiros.

 

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