Equipe Focus – focus@focus.jor.br – 16/03/21 18:46

Em 2020, a indústria faturou 40,5 bilhões de reais, alta de 9% no comparativo anual, e as vendas subiram 5,37% para 3,55 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos

A indústria de produtos feitos com farinha de trigo espera crescer de 3% a 5% em faturamento e 2% em volume de vendas em 2020, mesmo com o aumento do preço do cereal.

Em 2020, a indústria faturou 40,5 bilhões de reais, alta de 9% no comparativo anual, e as vendas subiram 5,37% para 3,55 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).

De acordo com a entidade, a comercialização do primeiro bimestre de 2021 foi prejudicada, sobretudo, pela falta dos recursos do auxílio emergencial.

Além disso, o setor vem sofrendo com a alta do preço do trigo somado à alta do dólar. O trigo negociado em Nova York acumula alta de 30% nos últimos 12 meses, enquanto o dólar subiu 12% ante o real no mesmo período.

A Abimapi diz que o repasse de despesas já foi iniciado neste ano, com reajuste médio de 2% a 3% sobre o portfólio de produtos do setor, mas que o aumento tende a ser gradual, uma vez que não há espaço para uma elevação abrupta de preços.

As estimativas da entidade devem impactar diretamente empresas cearenses como M. Dias Branco, detentora da marca Fortaleza, e J. Macedo, fabricante dos biscoitos Dona Benta. O trigo representa entre 40 e 45% do custo dos produtos da M Dias Branco, líder nacional em massas e biscoitos.

“Diante de um ano atípico, a matéria-prima atingiu valores históricos em plena colheita (de 2020), os produtores de trigo vêm negociando a safra atual com uma margem de lucro muito acima da média histórica, o que retraiu as negociações no mercado da farinha, em um cenário em que os reajustes nas precificações são imprescindíveis”, disse em nota, Claudio Zanão, presidente da Abimapi.

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