PESQUISAM MOSTRAM UM CRESCIMENTO DA BASE E DO TOPO DAS CATEGORIAS DE BISCOITOS

Pesquisas mostram um crescimento da base e do topo das categorias de biscoitos. Em outras palavras, há uma tendência significativa de que o gráfico de consumo do produto se espelhe a uma ampulheta, com os produtos do tipo “premium” e os mais “populares” despontando com maior crescimento.

Para classificar os tipos de biscoitos, a regra é a mesma usada em outros alimentos: real por quilo. Assim, estão na ponta mais alta da tabela os alimentos que têm um valor agregado maior. É o caso dos cookies, um mercado em crescimento no país. Entre 2017 e 2019, o produto cresceu cerca de 8% em valor de vencias, mesmo tendo tido um aumento de apenas mil toneladas no volume geral. Na prática, o aumento foi de R$ 70 milhões.

Os biscoitos de valor agregado menor também têm tido alta no fluxo geral de vendas. No caso da categoria Maria/Maisena, mesmo com 4 mil toneladas a menos produzidas, o crescimento em dois anos foi de R$ 33 milhões. “A categoria de biscoitos sofre um movimento ampulheta: os segmentos mais básicos crescendo coma, por exemplo, rosquinhas e água e sal/cream cracker […]e, na ponta segmentos como cookies, que tem um valor agregado bem mais alto e é considerado premium na categoria de biscoitos, também aumentando”, explica Daniela Toledo, diretora da Nielsen e especialista na Industria de alimentos.

Crescendo mil toneladas por ano, os palitos cobertos – tradicionalmente com chocolate – têm ganhado mercado com desenvolvimento disparado. Nesses últimos dois anos, a alta em valor de mercado foi de 62% ou R$ 83 milhões a mais na circulação. Mesmo sob retração, os recheados doces, no meio da ampulheta, continuam dominando um quarto do mercado. com um faturamento anual de R$ 47 bilhões.

Daniela aponta ainda outro fator que tem mudado à dinâmica do mercado de biscoitos: a adoção de porções menores, mais adaptadas ao estilo ‘on the go’. popularizado em países europeus, como o Reino Unido. Por lá, há gôndolas inteiras em mercados reservadas para produtos usualmente consumidos no caminho das pessoas de casa para o trabalho ou do trabalho para casa. É o caso clássico de Londres, onde o uso de transporte público é muito comum. Pequenas porções de salada, macarrão, sanduiches, sucos e biscoitos são vendidos nessas prateleiras. Nos últimos anos, um movimento bastante semelhante tom sido observado em centros urbanos do Brasil, especialmente em meio à popularização dos minimercados de grandes redes. “Quando analisamos nossa tendência em unidade, ela cresce alinhada com a cesta. Mas, quando avaliamos em quilos, em volume, observamos queda. E isso basicamente mostra que o downsizing das embalagens foi o principal drive pera essa queda no consumo per capita porque as pessoas continuam comprando à mesma unidade, só que agora ela pesa menos – e isso puxa o consumo per capita para baixo”. conta Daniela Toledo.

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